terça-feira, 6 de setembro de 2011

O rico poupa, o pobre estraga

Lisboa ficou com muitos prédios semi-vazios ou semi-utilizados, isto é, ficou com capital morto. Não se desperdiça capital a não ser quando se quer ser pobre, porque é a abundância de capital que possibilita os investimentos a prazo e que faz aumentar a produtividade. Coisas bem claras mas de muito difícil entendimento para pessoas que não o querem entender.

Em Zurique há ainda casas do século XIV. Restauradas e modificadas, ampliadas, modernizadas vão continuando a servir e a ter procura para arrendar.

Uma vulgar rua numa zona histórica de Zurique

Notam-se as pedras da construção original

A placa indica que este prédio vem do século 13 
Este exemplo não é para tirar o habitual chapéu ao que é estrangeiro, só por ser estrangeiro. A Suíça também tem leis restritivas no arrendamento. É somente para mostrar que há alternativas ao abandono do que está construído, para ir construir dez quilómetros mais além.


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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A destruição da classe média

No fim-de-semana que passou foram várias as personagens influentes que chamaram a atenção para o crescimento dos impostos e para a destruição da classe média. Esta é a aventura perigosa em que se envolveu o actual governo julgando, porventura, que não há limites ao que se pode extrair da Nação.

De facto é uma aventura perigosa. Desde logo porque a classe média é o sector mais produtivo da sociedade e o mais estável politicamente e emocionalmente.

Não cremos que este argumento convença a governação, mas há outro. A classe média teme a pobreza porque convive com ela. E, nos dias de hoje, a pobreza não é somente o downgrade de um apartamento com 130 m2 para outro com 90 m2 situado num bairro mais modesto. É passar a conviver com famílias disfuncionais que fazem barulho e insultam os vizinhos. Não é passar do colégio para a escola pública, é temer pelo bem-estar dos filhos num local em que nada se ensina.

Há o mito de que a classe média é pacífica, evita conflitos, não entra em arraias. E que portanto se adapta a tijolo de burro do edifício político. Nada mais errado, como se verá se a política do "lagar de azeite" continuar.

domingo, 4 de setembro de 2011

Inquilino não paga nem retira os móveis

Tive um inquilino que terminou o contrato em Abril de 2010 e a razão pela qual eu não renovei o contrato por mais um ano foi devido ao simples facto que o inquilino não pagava a renda a tempo e horas e mais grave ainda não pagou o último mês (mês anterior ao mês de caução) e mais grave ainda deixou móveis para trás.
Este senhor já foi avisado várias vezes que tinha de pagar o valor em dívida e ir levantar o que deixou para trás, ele diz que vai… que vai mas nunca aparece, nem com o pagamento e nem para levantar os móveis que deixou.
Estou desesperada. O único discurso que eu ouço por parte do meu ex-inquilino é que ainda não tem o dinheiro e não tem como levantar o material…e já lá vão dois meses e ainda por cima é indelicado…eu quero alugar a casa, porque preciso, e não tenho condições.
Marta Pita

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O sucessório parou

O PSD, após igual posição do CDS, pronunciou-se contra a reposição do imposto sucessório:

Por ora o assunto perde actualidade mas a inquietação não desaparece. 

Quando todos os Portugueses produtivos são necessários para continuar Portugal, quando se verifica cada vez mais a falência das políticas sociais, quando é preciso que todos trabalhem mais, não se percebe que se ataque um dos maiores e mais nobres estímulos à poupança e à produção que é o direito de legar.   

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domingo, 28 de agosto de 2011

Regressa o imposto sucessório

Ontem, em Campo Maior, o Presidente da República verdadeiramente anunciou o regresso do imposto sucessório:

Vamos fazer algumas contas para ver o que isso significa. Um prédio com renda antiga foi avaliado em 100 euros e por aplicação da lei 6/2006 o inquilino paga agora uma renda anual de 4 euros.

O proprietário tem que pagar 0,4% de IMI, ou seja, 40 cêntimos. Ficam-lhe 3,6 euros. Sobre este valor paga 40% de IRS ou seja 1,44 euros. Ficam-lhe 2,16 euros. É este o rendimento líquido do prédio numa situação óptima.

O proprietário morre e o prédio passa para o herdeiro. O Estado aplica o sucessório no valor de 20%. O herdeiro paga 20 euros de imposto sucessório. Isto é, anda mais de 9 anos a pagar o imposto. Durante nove anos tudo o que o prédio rende vai para o Estado.

Desesperado, o herdeiro quer vender o prédio. Mas o comprador não anda a dormir e quer uma rendibilidade superior a 2,16%. Por isso não está disposto a dar mais do que 50 euros, incluindo os 6 euros de IMT (rendibilidade líquida do prédio 4,35%).

Portanto, para o herdeiro ficam 44 euros. Pega em vinte e paga o sucessório. Ficam-lhe 24 euros e não diga que vai daqui.

E toda agente reconhece que este cenário é o melhor dos melhores.

domingo, 21 de agosto de 2011

Através da História...

Através da História, a pobreza foi sempre a condição normal do Homem. Os avanços que permitiram a excepção  aqui e ali, agora e logo  resultaram do trabalho de uma minoria extremamente pequena, frequentemente desprezada e condenada, e quase sempre em oposição às pessoas bem pensantes. Sempre que esta pequena minoria é impedida de criar, ou como acontece por vezes é ostracizada, a sociedade então escorrega para a miséria.


A isso chama-se "má sorte".


Robert A. Heinlein

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Robert Anson Heinlein (1907 –1988) was one of the most popular, influential, and controversial authors of science fiction of the 20th Century. 


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Rendas abaixo dos 50 euros

Sou um dos muitos proprietários com várias casas alugadas com valores abaixo dos 50 euros. Tenho acompanhado as vossas iniciativas, pelos meios de comunicação. No país em que vivemos e com o governo que temos, nada será feito para inverter esta situação, ou seja, os inquilinos vão continuar a usufruir de rendas irrisórias (muitas vezes nem sequer lá residem mas não entregam a casa, pois o valor da renda não custa a pagar), as casas vão-se degradando até perderem condições de habitabilidade e os proprietários são intimados a fazer obras sem ter dinheiro para o efeito e com a nova lei da reabilitação sujeitamo-nos a perder os prédios.

Neste país temos um caso recente de contestação (o dos professores) que fez tremer o último governo e o obrigou a rever a sua política. Sei que o número de proprietários não é tão elevado como o dos professores, mas somos muitos.

Aqui fica o desafio para serem marcadas acções de contestação, para que esta situação passe para a ordem do dia e para que o Governo se sinta na obrigação de fazer algo nesta legislatura, para inverter esta injustiça que nos afecta.

Trevor Salvadinho

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