domingo, 8 de abril de 2012

Desvalorização do património

Como consequência do agravamento da recessão e dificuldade de obter financiamento, a construção civil e a mediação imobiliária vão ter de ser reajustadas.

A quantidade imensa de casas à venda está a desvalorizar o património dos cidadãos que compraram casa própria e agora estão confrontados com um valor de mercado muito abaixo daquele porque contraíram as hipotecas.

Isto vai ter também um efeito devastador nos balanços dos bancos, pois são eles os detentores da parte de leão dos patrimónios imobiliários.

Alda Mota

VOLTAR

A Troika e o IMI

Venho por este meio deixar o meu desabafo com as medidas assinadas com a Troika e que considero um verdadeiro atentado a todos os proprietários deste País.

Sou proprietário de três apartamentos com rendas antigas que, já à custa desta atual lei do arrendamento, nada posso fazer para poder ter posse do que me pertence. Já não bastava, e ainda vem a Troika dizer que o IMI vai ser aumentado. Ora se as rendas são mínimas, e ainda aumentam o IMI, daqui a pouco estou a pagar para ser obrigado a ter pessoas dentro do que é meu! Isto é uma vergonha…

Querem fomentar o mercado de arrendamento desta forma?

Espero sinceramente que ainda sejam incluídas medidas que acabem com esta vergonha que está instalada na nossa sociedade.

Américo Gavina

VOLTAR

Inquilinos com casa própria

Estou no Canadá, onde vivo desde os 14 anos. Herdei um prédio com 4 apartamentos em Faro em 1998 com rendas de 26 euros.

Na minha última deslocação a Portugal fiz umas pesquisas e descobri que 3 dos rendeiros têm casas próprias. Nesta situação aposto que se encontram muitos proprietários.

Pergunto com quem se fala sobre isto? Não faz nenhum sentido. Se são pobres, estão desempregados, não têm posses, que vivam no meu apartamento até morrer que eu não me importo; não vivo em Portugal.
Mas se eu posso provar que os rendeiros têm casas próprias, talvez melhores, por que razão nada pode ser feito? Nesta situação que pode a ANP fazer? Falar na televisão, nos jornais?

João Lopes

VOLTAR

domingo, 1 de abril de 2012

Regime fiscal

O regime fiscal aplicado ao rendimento de prédios urbanos caracteriza-se por tributar as rendas juntamente com os restantes rendimentos do contribuinte, mas apenas permitindo a dedução de um reduzido tipo de despesas de conservação e manutenção (IMI e Taxa de Esgotos) não sendo consideradas outras despesas de quem queira investir neste setor, como por exemplo, despesas com empréstimos bancários de prédios adquiridos com a finalidade do arrendamento, podendo dar-se o caso de as verbas despendidas serem superiores ao rendimento do imóvel.

Muitos imóveis devolutos e a necessitar de obras poderiam entrar no mercado de arrendamento se outras condições fossem proporcionadas a quem estivesse interessado a investir em prédios de rendimento.

João Lacerda
VOLTAR

sábado, 31 de março de 2012

Avaliações fiscais

Sobre a questão das avaliações fiscais a que o Estado está a proceder com urgência, publicou o Eng. Freitas Lopes um importante artigo no Jornal de Negócios.

O texto pode ser consultado aqui ou, na forma da imagem do próprio jornal, aqui.


VOLTAR

Renda de 3 euros mensais

Tenho um inquilino que paga no banco uma renda de três euros mensais, mas eu não sei se paga ou não paga porque não sou informado nem pelo banco ou pelo inquilino. Para o saber tenho de pagar de comissão ao Banco mais do que o inquilino paga por mês. Caso não pague tenho de pagar 500 euros a um advogado para o despejar mas à porta do tribunal ele paga o atrasado mais 50% e fica tudo na mesma.

Como posso pagar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e dar manutenção à casa com três euros de renda, que não recebo? Sou um proprietário falido e é mais dono o inquilino do que eu.

Manuel Salvador


VOLTAR

Falta de poupança

O Público de 10-Mar-2012 trouxe uma notícia sobre a falta de poupança dos Portugueses, salientando que:
“quase 90% da poupança das famílias portuguesas a ser feita por apenas 20% dos agregados familiares”
 

“poupança feita no país, cuja taxa de poupança caiu de quase 24% do rendimento disponível, em 1985, para 10%, no final dos anos 90. Desde então tem estado estável, à excepção do período entre 2005 e 2008, no qual baixou para 7%”


"existem 30% de famílias em Portugal que apresentam uma taxa de poupança negativa, isto é, gastam mais do que aquilo que ganham".

Isto é, pouca gente poupa (um quinto das famílias) e poupa-se pouco no global. Parece que só agora se descobriu que isso é mau:
“a saída da crise da dívida soberana, que limitou as possibilidades de financiamento externo da economia portuguesa, ameaçando estrangulá-la, terá de passar pela recuperação da importância da poupança no discurso e na prática dos portugueses”.

Com a ação contra a poupança que foi o mote da política portuguesa até recentemente — até com propostas para a reintrodução do imposto sucessório — o que admira é haja tanta gente a poupar. O leitor também poderá ler aqui sobre este assunto.